Criação do código ambiental catarinense: uma reflexão sobre as enchentes e deslizamentos

1 12 2008

O meio ambiente é algo bastante difuso; tem seus problemas nas origens mais distintas. Todos nós de alguma forma, mais intensa ou menos, causamos impactos ambientais, que independem de fronteiras, ou seja, o impacto que se causa em um determinado local, não quer dizer que ficará restrito àquele ponto onde ocorreu. Isso está sendo observado, nitidamente, neste momento, através do que está ocorrendo em Santa Catarina.

O texto que se segue traz informações importantes a respeito de tudo o que está ocorrendo.  Recebi esta mensagem por e-mail e estamos repassando para um maior número possível de pessoas. Mais do que nunca precisamos estar atentos para tudo o que está acontecendo.

Muitas coisas estão tramitando entre os nossos governantes e temos que acompanhar tudo isso. De forma alguma podemos ficar omissos diante de toda a calamidade que está instaurada.

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“As imagens de morros caindo, de desespero e morte, de casas, animais e automóveis sendo tragados por lama e água, vivenciadas por centenas de milhares de pessoas no Vale do Itajaí e Litoral Norte Catarinense nos últimos dias, são distintas, e muito mais graves, das experiências de enchentes que temos na memória, de 1983 e 1984.
Por  que tudo aconteceu de forma tão diferente e tão trágica? Será que a culpa foi só da chuva, como citam as manchetes? Nossa intenção não é apontar culpados, mas mencionar alguns fatos para reflexão, para tentar encaminhar soluções mais sábias e duradouras, e evitar mais e maiores problemas futuros.
Houve muita chuva sim. No médio vale do Itajaí ocorreu mais que o dobro da quantidade de chuva que causou a enchente de agosto de 1984. Aquela enchente foi causada por 200 mm de chuva em todo o Vale do Itajaí. Agora, em dois dias foram registrados 500 mm de precipitação, ou seja, 500 litros por metro quadrado, mas somente no Médio Vale e no Litoral.  A quantidade de chuva de fato impressiona.  Segundo especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), a floresta amazônica  é a principal fonte de precipitações de grande parte do continente e tudo o que acontecer com ela modificará de maneira decisiva o clima no Sul e no norte da América do Sul. Assim, as inundações de Santa Catarina e a seca na Argentina seriam atribuídas à fumaça dos incêndios florestais, que altera drasticamente o mecanismo de aproveitamento do vapor d’água da floresta amazônica. Outros especialistas discordam dessa hipótese e afirmam que houve
um sistema atmosférico perfeitamente possível no Litoral Catarinense. Existe uma periodicidade de anos mais secos e anos mais úmidos, com intervalo de 7 a 10 anos, e entramos no período mais úmido no ano passado. Esse mecanismo faz parte da dinâmica natural do clima. De qualquer forma, outros eventos climáticos como esse são esperados e vão acontecer.
Mas o Vale do Itajaí sabe lidar com enchentes melhor do que qualquer outra região do país. Claro que muito pode ser melhorado no gerenciamento das cheias, à medida que as prefeituras criarem estruturas de defesa civil cada vez mais capacitadas e à medida que os sistemas de monitoramento e informação forem sendo aperfeiçoados. De todos os desastres naturais, as enchentes são os mais previsíveis, e por isso mais fáceis de lidar. Os deslizamentos e as enxurradas não. Esses são praticamente imprevisíveis, e é aí que reside o real problema dessa catástrofe.
É preciso compreender que chuvas intensas são parte do clima subtropical em que vivemos. E é por causa desse clima que surgiu a mata atlântica. Ela não é apenas decoração das paisagens catarinenses, tanto como as matas ciliares não existem apenas para enfeitar as margens de rios. A cobertura florestal natural das encostas, dos topos de morros, das margens de rios e córregos existe para proteger o solo da erosão provocada por chuvas, permite a alimentação dos lençóis d’água e a manutenção de nascentes e rios, e evita que a água da chuva provoque inundações rápidas (enxurradas). A construção de habitações e estradas sem respeitar a distância de segurança dos cursos d’água acaba se voltando contra essas construções como um bumerangue, levando consigo outras infra-estruturas, como foi o caso do gasoduto. Esse é um dos componentes da tragédia.
Já o s deslizamentos, ou movimentos de massa, são fenômenos da dinâmica natural da Terra. A chuva em excesso acaba com as propriedades que dão resistência aos solos e mantos de alteração para permanecerem nas encostas. O grande problema de ocupar encostas é fazer cortes e morar embaixo ou acima deles. Há certas encostas que não podem ser ocupadas por moradias, principalmente as do vale do Itajaí, onde o manto de intemperismo, pouco resistente, se apresenta muito profundo e com vários planos de possíveis rupturas (deslizamento), além da grande inclinação das encostas. E é aí que começa a explicação de outra parte da tragédia que estamos vivendo. A ocupação dos solos nas cidades não tem sido feita levando em conta que estão assentadas sobre uma rocha antiga, degradada pelas intempéries, e cuja capacidade de suporte é baixa. Através dos cortes aumenta a instabilidade. As fortes chuvas acabaram com a resistência e assim o
material deslizou.
A ocupação do solo é ordenada por leis municipais, os planos diretores urbanos. Esses planos diretores definem como as cidades crescem, que áreas vão ocupa r e como se dá essa ocupação. Por falta de conhecimento ecológico dos poderes executivo, judiciário e legislativo (ou por não levá-lo em consideração), o código florestal tem sido desrespeitado pelos planos diretores em praticamente todo o Vale do Itajaí, e também no litoral catarinense, sob a alegação de que o município é soberano para decidir, ou supondo que a mata é um enfeite desnecessário.  Da mesma forma, as encostas têm sido ocupadas, cortadas e recortadas, à revelia das leis da Natureza. Trata-se de uma falta de compreensão que está alicerçada na idéia, ousada e insensata, de que os terrenos devem ser remodelados para atender aos nossos projetos, em vez de adequarmos nossos projetos aos terrenos reais e sua dinâmica natural nos quais irão se assentar. A postura
não é diferente nas áreas rurais, onde a fiscalização ambiental não tem sido eficiente no controle de desmatamentos e cultivos nas áreas rurais, como mostram as denúncias freqüentes veiculadas nas redes que conectam ambientalistas e gestores ambientais de toda região. A irresponsabilidade se estende, portanto, para toda a sociedade.
Deslizamentos, erosão pela chuva e ação dos rios apresentam fatores condicionantes diferentes, mas todos fazem parte da dinâmica natural. A morfologia natural do terreno é uma conquista da natureza , que vai lapidando e moldando a paisagem na busca de um equilíbrio dinâmico. Erode aqui, deposita ali e assim vai conquistando, ao longo de milhões de anos, uma estabilidade dinâmica. O que se deve fazer é conhecer sua forma de ação e procurar os cenários da paisagem onde sua atuação seja menos intensa ou não ocorra. As alterações desse modelado pelo homem foram as principais causas dos movimentos de massa que ocorreram em toda a região. Portanto, precisamos evoluir muito na forma de gestão urbana e rural e encontrar mecanismos e instrumentos que permitam a convivência entre cidade, rios e encostas.
Por isso tudo, essa catástrofe é um apelo à inteligência e à sabedoria dos novos ou reeleitos gestores municipais e ao governo estadual, que têm o desafio de conduzir seus municípios e toda Santa Catarina a uma crescente robustez aos fenômenos climáticos adversos. Não adianta reconstruir o que foi destruído, sem considerar o equívoco do paradigma que está por trás desse modelo de ocupação. É necessário pensar soluções sustentáveis. O desafio é reduzir a vulnerabilidade.
Uma estranha coincidência é que a tragédia catarinense ocorreu na semana em que a Assembléia Legislativa concluiu as audiências públicas sobre o Código Ambiental, uma lei que é o resultado da pressão de fazendeiros, fábricas de celulose, empreiteiros e outros interesses, apoiados na justa preocupação de pequenos agricultores que dispõe de pequenas extensões de terra para plantio. Entre outras propostas altamente criticadas por renomados conhecedores do direito constitucional e ambiental, a drástica redução das áreas de preservação permanente ao longo de rios, a desconsideração de áreas declivosas, topos de morro e nascentes, além da eliminação dos campos de altitude (reconhecidas paisagens de recarga de aqüíferos) das áreas protegidas, são dispositivos que aumentam a chance de ocorrência e agravam os efeitos de catástrofes como a que estamos vivendo. Alega o deputado Moacir Sopelsa que a lei ambiental precisa se ajustar à
estrutura fundiária catarinense, como se essa estrutura fundiária não fosse, ela mesma, um produto de opções anteriores, que negligenciaram a sua base de sustentação. Sugerimos que os deputados visitem Luiz Alves, Pomerode, Blumenau, Brusque, só para citar alguns municípios, para aprender que a estrutura fundiária e a urbana é que precisam se ajustar à Natureza. Dela as leis são irrevogáveis e a tentativa de revogá-las ou ignorá-las custam muitas vidas e dinheiro público e privado.
É hora de ter pressa em atender os milhares de flagelados. Não é hora de ter pressa em aprovar uma lei que torna o território catarinense ainda mais vulnerável para catástrofes naturais.”

Prof. Dr. Antonio Fernando S. Guerra (UNIVALI)
Prof. Dra. Beate Frank (FURB, Projeto Piava)
Prof. Dra. Edna Lindaura Luiz (UNESC)
Prof. Dr. Gilberto Valente Canali (Ex-presidente da Associação Brasileira de Recursos Hídricos)
Profa. Iliane Kohler (UFSC)
João Guilherme Wegner da Cunha (CREA/CONSEMA)
Prof. Dr. Juarês Aumond (FURB)
Prof. Dr. Julio Cezar Refosco (FURB)
Prof. Dr. Lino Fernando Bragança Peres (UFSC)
Pr of. Dra. Lúcia Sevegnani (FURB)
P rof. Dr. Luciano Florit (FURB)
Prof. Dr. L uiz Fernando P. Sales (UNIVALI)
Prof. D r. Luiz Fernando Scheibe (UFSC)
Prof . Dr. Marcus Polette (UNIVALI)
Prof. Dra. Noemia Bohn (FURB)
Prof. Dra. Sandra Momm Schult (FURB)
Equipe do Projeto Piava (Fundação Agência de Água do Vale do Itajaí).

Blumenau, 28 de novembro de 2008

******************** Se você também quer uma discussão mais aprofundada sobre o Código Ambiental e deseja que os parlamentares saibam disso, acesse o site:

www.comiteitajai.org.br/abaixoassinado                 *************************************





McCain e Obama no primeiro debate presidencial

27 09 2008

Na Universidade de Mississippi, os dois candidatos à presidência dos Estados Unidos, John McCain e Barak Obama ficaram frente a frente no primeiro debate presidencial em 2008. Após suspense sobre a aparição do candidato republicano ao debate, por causa da crise econômica que os Estados Unidos estão vivendo, McCain confirmou, minutos antes, a sua presença. E com os dois no local do debate, foram abordados, como era de se esperar, a crise econômica norte-americana e a política externa.

Ambos se mostraram favoráveis ao pacote de US$ 700 bilhões, mas Obama disse que deseja que esse dinheiro não vá para contas de diretores de banco. Ainda disse que essa crise, que segundo julga, a pior crise econômica desde 1929, que o resultado desta é a política fracassada de oito anos de George Walker Bush. Já McCain se limitou a dizer que está feliz com a união dos Democratas e Republicanos para combaterem essa crise.

A política externa também foi o grande foco dos debate. Para McCain, a Guerra do Iraque vem sendo bem sucedida e que a vitória está próxima. Por sua vez, Obama disse que a Al Quaeda está mais forte do que em 2001 e que a invasão do Iraque foi numa hora errada, quando a do Afeganistão se caminhava no momento certo. O democrata defende mais envio de tropas para o território afegão e defende uma ação mais incisiva no norte do Paquistão, onde estariam os terroristas procurados, entre eles, Osama Bin Laden. Ainda disse que essa guerra deveria ser rápida e vitoriosa, no ponto de vista dos republicanos, o que ainda não ocorreu.

O Irã também foi foco. Os dois candidatos se mostraram preocupados com as decisões tomadas por Mahmoud Ahmadinejad sobre o desenvolvimento de energia nuclear. McCain disse que o mundo não pode aceitar que o Irã tenha armas nucleares e defendeu sanções econômicas ao país. Já Obama concordou com McCain, mas afirmou que a Guerra do Iraque fortaleceu o vizinho Irã.

A Rússia também foi abordada, por causa de sua invasão na Geórgia. Segundo Obama, as relações com os russos devem ser revistas, enquanto para McCain relacionou o conflito a uma questão energética. Para ambos, não há uma iminência de uma nova Guerra Fria.

Após o término do debate, houve uma pesquisa, elaborada pela CSB, sobre o vencedor desse primeiro debate presidencial, segundo 500 eleitores indecisos. Para 40%, Obama foi o vencedor do primeiro debate, enquanto 22% acham que McCain foi melhor. Apenas 8% consideraram empate.

 





Marta tende a se fortalecer ainda mais

27 09 2008

Está lançada a guerra entre Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab, pela corrita à Prefeitura de São Paulo. O tucano faz uma campanha de maior agressividade ao candidato do DEM, associando o próprio aos nomes de Paulo Maluf e Celso Pitta. Diz também que o atual prefeito não investiu como deveria em questões sociais de São Paulo, como a educação e a saúde.

Mas é inevitável constatar as contradições de Alckmin aos ataques deferidos à sua nova ameaça na corrida para o segundo turno. Ao atacar Kassab, de uma certa forma, Alckmin ataca Serra, prefeito de São Paulo, até as eleições de 2006, que deram ao então prefeito, a condição de Governador do Estado de São Paulo. Serra e Kassab andaram juntos nos últimos quatro anos na capital paulistana, sem nenhum confronto de ambas as partes, pelo contrário, ambos foram favoráveis às políticas feitas, por um, ou por outro. Além disso, a postura de Alckmin deflagra um racha no PSDB, entre a ala do candidato tucano e a ala do candidato do DEM. E tal postura ofensiva pode se tornar um jogo perigoso, como por exemplo, Alckmin dizer que a saúde de São Paulo não avançou como deveria no tempo em que Kassab estava no poder, sendo que o secretário da saúde de São Paulo é tucano.

Já Kassab segue a linha de trégua, defendida por Fernando Henrique Cardoso, que por sua vez, afirma que esses ataques devem parar, porque quem deve ser o alvo dos dois é Marta Suplicy. Já a petista segue a linha “deixem os dois se matarem” e assiste à guerra de camarote. E essa é a grande chance de crescer nas pesquisas. Enquanto parte do PSDB e DEM entram em guerra, Marta pode se focar mais nas questões sociais de São Paulo.

Isso lembra um pouco as eleições de 2002, para o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, claro, com algumas diferenças. Enquanto Tarso Genro e Antônio Britto se atacavam impiedosamente nas propagandas políticas, um não muito conhecido Germano Rigotto cresceu e foi ao segundo turno, superando Tarso Genro na corrida pelo Palácio do Piratini. Talvez esse seja o medo de FHC, nas eleições de São Paulo.

O certo é que esse é mais um capítulo contraditório da política. Hoje, Alckmin ataca Kassab, chamado o inclusive, de oportunista, mas caso veja o rival ir para o segundo turno contra Marta Suplicy, a postura será diferente e o apoio será irrefutável, o mesmo será se for o contrário.





O maior atleta olímpico de todos os tempos

17 08 2008

Eu não cheguei a acompanhar a fundo os Jogos Olímpicos de Pequim, a não ser, por um detalhe: a natação. Principalmente quando um monstro sagrado chamado Micheal Phelps entrava na piscina, em busca de mais medalhas de ouros e mais recordes olímpicos e mundiais.

Admito que eu sou leigo no esporte. Já pratiquei natação, mas nada muito a sério. Então, eu não sei bem o que significa “medley” e outras categorias da natação, mas fica impossível não torcer por uma pessoa que supera todos os limites humanos estabelecidos até ali.

Por isso, fico grato em ter testemunhado um atleta chegar a oito medalhas de ouros numa só edição olímpica, além de sete quebra de recordes mundiais. Michael Phelps é um fenômeno que nós, testemunhas oculares de seus feitos, não veremos tão cedo. Se é que um dia, nós veremos um fenômeno olímpico como Micheal Phelps.





A defasagem eleitoral e o excesso nos limites da propaganda política

17 08 2008

A propaganda eleitoral para candidatos a um cargo público (vereador, prefeito, deputado estadual e federal, senador, governador e presidente) é um espaço que deveria se extremamente importante para a divulgação de projetos para o desenvolvimento sócio-econômico da cidade, estado ou país. Entretanto, o que vemos se repetir nas eleições de 2008 são propagandas defasadas de candidatos, que dizem apenas que pretendem fazer tal projeto, mas não explicam como fazê-lo, por exemplo: “Quanto vai custar esse projeto?”, “Onde tirar esse dinheiro?”, “Qual é o prazo de finalização desse projeto?”, e por aí vai.

Aqui na eleição para a Prefeitura de São Paulo, vemos Marta Suplicy, Paulo Maluf e Geraldo Alckmin fazerem promessas de desenvolvimento da área da saúde, segurança e educação, etc. Mas o que o público deve ter em mente é questionar a esses candidatos, o porquê desses setores da sociedade estarem ainda com sérios problemas de desenvolvimento, sendo que os três já ocuparam cargos públicos, para ao menos, atenuar esses problemas.

Vale lembrar que Paulo Maluf, responsável por tantos escândalos e da genial frase “Roubo, mas faço”, já foi prefeito da cidade de São Paulo entre os anos de 1993 a 1996, dando o cargo para o seu sucessor Celso Pitta, marcado por escândalos e mais escândalos, entre eles, o escândalo dos precatórios, que o fez com que a justiça o tirasse do poder, dando lugar a Raúl Régis (só voltando para encerrar o seu mandato com uma liminar). Os problemas sócio-econômicos tiveram uma evolução história no período de Maluf? Não me recordo. Aliás, pelo contrário, São Paulo caiu numa dívida profunda após o mandato dos dois.

Enquanto isso, Marta Suplicy assumiu a prefeitura de 2001 a 2004, também não se notou grande desenvolvimento em seu governo nas áreas que são pilares para o bem-estar social. Tanto é, que nem foi reeleita à prefeita nesse ano, dando lugar ao José Serra.

Já Geraldo Alckmin assumiu o governo do estado de São Paulo, após o falecimento de Mário Covas. Assumiu no dia 6 de março de 2001 e foi se elegeu a governador do estado de 2003 a 2006, saído em seguida, para disputar às eleições presidenciais. Numa entrevista ao jornalista Milton Jung, na rádio CBN, Alckmin disse, entre tantos assuntos, que a região do Grajaú é uma região que não tem uma grande ampliação hospitalar, educacional e outros problemas sociais, que resulta numa desigualdade entre as regiões paulistanas. Oras, a partir desse momento, eu me perguntei duas coisa:

1- “Alckmin não foi governador do estado por aproximadamente cinco anos? Então, por que tais problemas persistem?”.

2-“Será que ele está desvalorizando os mandatos de José Serra e Gilberto Kassab, que estiveram na prefeitura de São Paulo por quatro anos e ainda não atenuaram essa questão da desigualdade entre as regiões da cidade?”

Milton Jung percebeu essa contradição e perguntou a respeito, ao Alckmin, que por sua vez, preferiu se esquivar, dizendo que na região de Itaim Paulista e outras regiões houve inaugurações de hospitais e atacando outros governantes.

Isso que eu chamo de defasagem eleitoral. A falta de estrutura teórica das promessas políticas, para depois, termos certeza que é possível passá-las para a prática.

Além disso, essa questão ainda é a de menos. Os candidatos a vereadores são piores. A única coisa que eu vejo eles fazerem é distribuir panfletos para todo lugar da cidade, inclusive, sujando a própria (o quintal de minha casa vive sujo com esses panfletos). E tal propaganda se limita apenas a mostrar uma foto de um indivíduo sorrindo, o nome e o número dele em destaque. E só. Você não sabe o que ele pretende.

E além da falta de respeito na poluição da cidade, que também se abrange na poluição visual (vários banners distribuídos em Santo André e outras cidades), outro excesso da campanha eleitoral é marcado pelos carros com alto-falantes, passando com um som com elevado, a partir das oito ou dez da manhã e às vezes vai até as oito ou nove horas da noite. Eu considero isso uma falta de respeito, pois está obrigando a uma pessoa ouvir aquilo que não lhe foi autorização para invadir o seu espaço (ou seja, sua residência).

Portanto, como votar numa pessoa que não tem o significado de respeito com o povo, sujando a cidade e colaborando para a poluição audiovisual. E o pior que essa prática não tem data para acabar. Toda eleição é assim.





ATÉ QUANDO O INOCENTE VAI CONTINUAR PAGANDO PELO IRRESPONSÁVEL???

17 05 2008
É com este título… em letras GARRAFAIS que inicio esse post, que é um grande desabafo!
Há poucas horas fico sabendo que uma amiga foi atropelada em frente a sua própria casa, ao chegar da faculdade!!! Tudo isso porque um motoqueiro desgovernado veio pra cima dela! MEU DEUS aonde esse mundo vai parar??? Até quando vamos ficar assistindo a tudo isso? Uma pessoa que não tem NADA a ver com o enredo da vida dessa pessoa e que acaba sofrendo conseqüências de uma grande irresponsabilidade!! E isso não é senso comum! Todo santo dia a gente ouve, fica sabendo, vivencia, uma história aqui outra ali!
E dai muita gente joga a culpa no governo, no presidente, no prefeito, no papa, no pai-de-santo, em Deus e no mundo, mas não se faz um auto-exame de consciência. Gente, o que é que estamos fazendo com esse planeta? Com as nossas vidas? A gente trata as pessoas pior do que mosca que pousou na sopa! Tá uma verdadeira banalização das coisas! É uma parcela muito significativa de jovens que cada vez bebem mais e mais cedo, mães adolescentes, pai que dá carro pro filho que mal sabe limpar o traseiro direito, joga-se a educação dos filhos nas mãos da escola, da empregada,da babá ou simplesmente que fique ao “Deus dará”.
E a gente aceita tudo isso assim? Baixa a cabeça, e não faz nada?
Antigamente costumava-se ter o hábito de se fazer um exame de consciência antes de dormir… repensar tudo o que se fez e até o que não fez! Independentemente de religião, raça, cor, credo ou seja lá o que for. Isso é de cada um!! Cadê os pais que não conversam mais com seus filhos? De que adianta entupi-los de presentes, mas não se dá o principal: o amor, a educaçãooooooooo!!!!!! Já diz uma antiga, porém muito sábia frase: “Não basta ser pai, tem que participar!” E ainda acrescento a mãe. Não basta ser pai e/ou mãe. Tem que haver uma comunhão. E isso independe de conta sangüínea! É a mais pura criação!

Essas são singelas palavras de uma JOVEM que NÃO agüenta mais se deparar com tamanha falta de senso de responsabilidade que ronda os nossos tempos. Pelo amor as suas vidas, vamos repensar! E mais importante: MUDAR! É algo de cada um! Não coloque a culpa no outro.  

Por enquanto eu fico por aqui, mas na certeza de mudanças e de não nos calarmos jamais diante dos fatos que necessitam ser discutidos e modificados; porque de nada adiante se falar se nada se fizer.

“Pensei que sonhava e era tudo real…”





Alerta!

7 02 2008

Após um tempo sem escrever… volto aqui para postar um relato, que recebi, hoje, por e-mail. Este texto chegou até mim, através de uma colega de curso, que o enviou para o endereço de nossa turma.
Este texto é um GRANDE ALERTA para todos nós, especialmente enquanto BRASILEIROS E BRASILEIRAS, moradores de uma Nação chamada BRASIL (Será que ainda nos lembramos disso?)

Confiram…

A PRÓXIMA GUERRA Segue abaixo o relato de uma pessoa conhecida e séria, que passou recentemente em um concurso público federal e foi trabalhar em Roraima.

Trata-se de um Brasil que a gente não conhece. As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil um pouco diferente, mas chegando em Boa Vista (RR) não pude resistir a fazer um relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui. Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros até pessoas com um mínimo de instrução. Para começar o mais difícil de encontrar por aqui é roraimense, pra falar a verdade, acho que a proporção é de um roraimense para cada 10 pessoas é bem razoável, tem gaúcho, carioca, cearense, amazonense, piauiense, maranhense e por aí vai. Portanto falta uma identidade com a terra. Aqui não existem muitos meios de sobrevivência, ou a pessoa é funcionária pública, e aqui quase todo mundo é, pois em Boa Vista se concentram todos os órgãos federais e estaduais de Roraima, além da prefeitura é claro. Se não for funcionário público a pessoa trabalha no comércio local ou recebe ajuda de Programas do governo. Não existe indústria de qualquer tipo. Pouco mais de 70% do Território roraimense é demarcado como reserva indígena, portanto restam apenas 30%, descontando-se os rios e as terras improdutivas que são muitas, para se cultivar a terra ou para a localização das próprias cidades. (Na única rodovia que existe em direção ao Brasil (liga Boa Vista a Manaus, cerca de 800 km) existe um trecho de aproximadamente 200 km reserva indígena Waimiri Atroari) por onde você só passa entre 6:00 da manhã e 6:00 da tarde, nas outras 12 horas a rodovia é fechada pelos índios (com autorização da FUNAI e dos americanos) para que os mesmos não sejam incomodados. Detalhe: Você não passa se for brasileiro, o acesso é livre aos americanos, europeus e japoneses. Desses 70% de território indígena, diria que em 90% dele ninguém entra sem uma grande burocracia e autorização da FUNAI. Detalhe: Americanos entram na hora que quiserem, se você não tem uma autorização da FUNAI mas tem dos americanos então você pode entrar. A maioria dos índios fala a língua nativa além do inglês ou francês, mas a maioria não sabe falar português. Dizem que é comum na entrada de algumas reservas encontrarem-se hasteadas bandeiras americanas ou inglesas. É comum se encontrar por aqui americano tipo nerds com cara de quem não quer nada, que veio caçar borboleta e joaninha e catalogá-las, mas no final das contas pasme, se você quiser montar um empresa para exportar plantas e frutas típicas como cupuaçu, açaí camu-camu etc., medicinais, ou componentes naturais para fabricação de remédios, pode se preparar para pagar ‘royalties’ para empresas japonesas e americanas que já patentearam a maioria dos produtos típicos da Amazônia… Por três vezes repeti a seguinte frase após ouvir tais relatos: É os americanos vão acabar tomando a Amazônia e em todas elas ouvi a mesma resposta em palavras diferentes. Vou reproduzir a resposta de uma senhora simples que vendia suco e água na rodovia próximo de Mucajaí: ‘Irão não minha filha, tu não sabe, mas tudo aqui já é deles, eles comandam tudo, você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam. Quando acabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão fazer o que fizeram no Iraque quando determinaram uma faixa para os curdos onde iraquiano não entra, aqui vai ser a mesma coisa’. A dona é bem informada não? O pior é que segundo a ONU o conceito de nação é um conceito de soberania e as áreas demarcadas têm o nome de nação indígena. O que pode levar os americanos a alegarem que estarão libertando os povos indígenas. Fiquei sabendo que os americanos já estão construindo uma grande base militar na Colômbia, bem próximo da fronteira com o Brasil numa parceria com o governo colombiano com o pseudo objetivos de combater o narcotráfico. Por falar em narcotráfico, aqui é rota de distribuição, pois essa mãe chamada Brasil mantém suas fronteiras abertas e aqui tem Estrada para as Guianas e Venezuela. Nenhuma bagagem de estrangeiro é fiscalizada, principalmente se for americano, europeu ou japonês, (isso pode causar um incidente diplomático)… Dizem que tem muito colombiano traficante virando venezuelano, pois na Venezuela é muito fácil comprar a cidadania venezuelana por cerca de 200 dólares. Pergunto inocentemente às pessoas; porque os americanos querem tanto proteger os índios. A resposta é absolutamente a mesma, porque as terras indígenas além das riquezas animais e vegetais, da abundância de água são extremamente ricas em ouro (encontram-se pepitas que chegam a ser pesadas em quilos), diamante, outras pedras preciosas, minério e nas reservas norte de Roraima e Amazonas, ricas em PETRÓLEO. Parece que as pessoas contam essas coisas como que num grito de Socorro a alguém que é do sul, como se eu pudesse dizer isso ao presidente ou a alguma utoridade do sul que vá fazer alguma coisa. É pessoal, saio daqui com a quase certeza de que em breve o Brasil irá diminuir de tamanho.

Um grande abraço a todos. Será que podemos fazer alguma coisa??? Acho que sim.

Repasse esse e-mail para que um maior número de brasileiros fique sabendo desses absurdos.

Mara Silvia Alexandre Costa Depto de Biologia Cel. Mol. Bioag. Patog. FMRP – USP

Poderia muito escrever a respeito, afinal este assunto, INFELIZMENTE, não é novidade!
Todavia, deixo aqui algumas indagações a serem feitas por cada um de nós:
Onde está a nossa indignação???
Vamos continuar baixando nossas cabeças diante de tudo isso?
“Engolindo” programas de TV que só querem tirar nossa atenção para a realidade de tudo o que está acontecendo bem de baixo de nossos narizes? (Uma verdadeira política do pão e circo da modernidade)
Acorda, Brasil! Acorda, Mundo!!
A natureza cada vez mais manda seus sinais! E nós “GRANDES SERES HUMANOS”, dotados de uma “sabedoria infinita”, não damos a devida atenção a tudo isso! Entretanto, graças à força superior, que inegavelmente existe, há exceções em nosso mundo!!
Então, FAÇAMOS ALGO!! VAMOS NOS UNIR!! Como sempre digo: BASTA QUERERMOS!!
Fica aqui o alerta!!
Assim como se pede na própria mensagem… REPASSEM essas informações!!! Vamos cobrar daqueles que a cada quatro anos batem às nossas portas pedindo nossos votos! Mas, também não vamos só esperar por eles, porque a cima de tudo o povo ainda não sabe a força que tem!!
SOMOS MAIORIA!!! Não esqueçamos disso!!

Até breve.

* Atenção: este artigo foi escrito por Letícia





Eis que surge a música…

5 01 2008

Música é algo que amo! É um dos principais “combustíveis” que me movimentam. Definitivamente, não vivo sem!


Vários especialistas, cientistas já comprovaram o bem que a música pode fazer e faz às pessoas; é algo fantástico!

Inclusive, existe a MUSICOTERAPIA que, segundo definição que encontrei, é a utilização da música e/ou de seus elementos constituintes, ritmo, melodia e harmonia, por um musicoterapeuta qualificado, com um cliente ou grupo, em um processo destinado a facilitar e promover comunicação, relacionamento, aprendizado, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos relevantes, a fim de atender às necessidades físicas, emocionais, metais, sociais e cognitivas. A musicoterapia busca desenvolver potenciais e/ou restaurar funções do indivíduo para que ele ou ela alcance uma melhor qualidade de vida, através de prevenção, reabilitação ou tratamento. (World Federation of Music Therapy).
O Musicoterapeuta é um profissional responsável por conduzir o processo musicoterápico.
A formação desse profissional é feita em cursos de graduação em musicoterapia ou como especialização para profissionais da área de saúde ( medicina ou psicologia). Em alguns países a musicoterapia também pode ser parte de uma formação em arteterapia, que envolve, além da música, técnicas de artes plásticas e dança.
A formação do musicoterapeuta inclui teoria musical, canto, prática em ao menos um instrumento harmônico ( piano ou violão), instrumentos melódicos (principalmente flauta) e percussão. Também faz parte de sua formação o conhecimento da anatomia e fisiologia humana, psicologia, filosofia e noções de expressão artística, expressão corporal, dança, técnicas grupais e métodos de educação musical como o Método Orff ou o Método Kodály.
O dia do musicoterapauta é comemorado, no Brasil, em 15 de setembro.

Tudo isso é maravilhoso! Observar que há várias áreas que se utilizam da música para o desenvolvimento de seus trabalhos, não só as pessoas voltadas à área musical, mas vários outros profissionais, especialmente os da sáude, como pode ser visto a cima.

Quem permite entregar-se à magia da música, jamais volta atrás. É algo saudável, extremamente benéfico, ainda mais quando falam de coisas boas ou só mesmo nos distraem; enfim, há músicas para todos os gostos, todos os estilos, e ainda se não estivermos muito contentes com o que existe, podemos compôr nossas próprias canções, do jeitinho que desejarmos.

Sinto-me muito contente ao falar de música, poderia ficar aqui por horas e mais horas escrevendo. Mas, de momento quero que fique a mensagem, que se reflita o bem que as músicas nos trazem; vamos nos entregar às canções, deixar que elas nos levem por suas letras, melodias, ritmos, seja o que for, depende do que nos agradar, o que vale é abrir o coração e deixar que elas nos preencham.

Aproveitando o momento, quero deixar duas dicas músicais: a primeira delas é uma cantora de quem realmente sou Fã! Tenho um carinho muito especial e uma admiração maior ainda por essa grande cantora que se chama: Maria Rita!


Hoje, só vou deixar aqui um pequeno vídeo, como uma singela amostra do grande talento que ela tem e é! Sei que sou suspeita para falar, mas vale muito a pena conferir!


Neste vídeo Maria Rita interpreta a música “Santa Chuva”, composta por Marcelo Camelo (da banda Los Hermanos, que no momento está em uma “pausa”; com seus componentes fazendo alguns trabalhos individuais. Torço muito para que um dia voltem a tocar juntos!).

Este vídeo foi feito no dia 14 de dezembro de 2007, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, durante o show do último CD que a MR lançou, intitulado Samba Meu. Esse video faz parte do atual show que ela está fazendo pelo Brasil, e que muito em breve quero assistir, pois ainda, infelizmente não tive a oportunidade.
O link para encontrar este vídeo e mais outros é este:

http://www.youtube.com/watch?v=_kW7ShWgyvI

Quanto à segunda dica musical que quero deixar aqui, hoje, é o cantor Zé Ramalho, que conheci através de uma grande amiga, que é super fã dele. Não conhecia muito do seu trabalho, apenas algumas músicas de novela e alguma coisa que toca pelas rádios, mas ano passado tive a oportunidade de acompanhar essa minha amiga em um show do Zé e adorei! É interessante observar as parcerias que ele já fez e faz, mesclando vários estilos musicais; além de ter letras muito bonitas.

Aqui deixo também um vídeo, que não sei ao certo de onde é, penso que é de algum DVD seu, contudo a música é linda. Chama-se Sinônimos. Lembro-me que ele chegou a gravá-la com a dupla Chitãozinho e Xororó, mostrando, assim, um dos exemplos da mesclagem musical que falei que ele faz. (Esse vídeo, com essa música, vai em homenagem à essa minha grande amiga que me “apresentou” ao Zé! =D)

Falando de músicas do Zé Ramalho, “navegando” pelo youtube, encontrei algumas interpretações de suas músicas por “Jovens talentos” que achei bem interessante! Abaixo selecionei alguns deles para que possam conferir, mas vale a pena pesquisar por esses nomes, entre outros, pelo youtube e por sites de pesquisa e assistir a algumas de suas apresentações! Através da internet podemos ver o quão temos grandes talentos pelo Brasil e pelo mundo!! Tomara que esse pessoal passe a ter mais apoio!



Muita música para todos!!!




Humor à Itália

5 01 2008

Quem conhece bem os filmes italianos, sabe que, quando se trata de humor, eles são insuperáveis. Há um filme, dentre vários outros, que poderemos apreciar este humor inteligente, bem irônico, que trata de uma típica família italiana reunida durante uma ceia de Natal e, durante esta ceia, o casal de idosos diz que não pode mais viver sozinho, pois a idade requer uma maior atenção e ninguém melhor que seus filhos para que ele tenha um final de vida feliz. Durante a ceia, após fazer esta declaração aos filhos, o casal pergunta em qual casa poderia passar o resto de suas vidas. Neste momento, os filhos passam de um para o outro o compromisso de ficarem com os pais, pois ninguém quer este “fardo”. Um deles diz que não pode cuidá-los por ser homossexual, causando por parte dos outros irmãos um “não acredito!!!!”, e esta vontade de não tê-los em casa passa por todos os filhos. Neste período do ano, a Itália encontra-se no inverno, com baixas temperaturas, fazendo com que a população se utilize de aquecedores elétricos, porém os aquecedores estão vindo de fábrica com muitos problemas, ocasionando explosões e mortes de quem comprá-los. Sabendo disso, os filhos que não querem ter seus pais morando em suas casas, resolvem dar a eles algo que vocês já devem imaginar: um aquecedor elétrico. hehehe Durante a virada de ano, todos os filhos curtindo o Reveillon, recebem uma “triste” notícia: seus pais são as vítimas de mais uma explosão de aquecedores. É um humor negro, mas retrata exatamente o que se passa em muitas famílias que, muitas vezes, entregam seus pais a asilos e não querem se comprometer em garantir uma vida digna a eles. O título do filme chama-se “Parente é Serpente”, dirigido por Mario Monicelli datado de 1992. Eu recomendo a todos que querem ver um humor inteligente.





Ladrões de Bicicleta

5 01 2008

Bruno e Ricci


Ladrões de Bicicleta foi dirigido por Vittorio De Sica e rodado em 1948. O filme segue o movimento Neo-Realista na Itália, que nasceu logo após a Segunda Guerra Mundial. A finalidade desse movimento era de mostrar de maneira cru e nua a difícil realidade sócio-econômica que o povo italiano sofria, logo após os efeitos da guerra.

A história se passa em torno de Ricci (interpretado pelo ator Lamberto Maggiorani), que depois de uma árdua busca, consegue um emprego de colador de cartazes. No entanto, seria necessário ter uma bicicleta, algo que Ricci não tinha. Mas o desespero para ter um emprego fala mais alto e ele aceita. No caminho de volta para casa, Ricci encontra a sua esposa Maria (interpretada pela atriz Lianella Carell), com quem tem dois filhos, sendo que um deles é menino Bruno (Enzo Staliola). Para obter a bicicleta, o casal vende os lençóis para arrecadar o dinheiro.

Após comprar a bicicleta, através do dinheiro dos lençóis, Ricci começa a acreditar numa vida melhor e sai para o seu primeiro dia de trabalho. Mas enquanto Ricci colava um dos cartazes, aparece um indivíduo rouba a sua bicicleta. A partir daí, há uma busca desesperada de Ricci, que conta com a companhia de Bruno, para recuperar a bicicleta roubada e assim manter o emprego.

É interessante notar na trilha sonora. Ela é praticamente a mesma trilha durante todo o filme, mas ela muda de tom, quando há uma representatividade de perspectiva (quando Ricci sai de bicicleta para o seu primeiro dia de trabalho) ou quando há ceticismo e tristeza (logo após o roubo da bicicleta). Outro fator é a preocupação de Vittorio De Sica em mostrar os sentimentos dos personagens (utilizando closes). Não há como não se integrar sentimentalmente aos personagens do filme e ao drama que eles passam.

E vale lembrar que este filme se preocupa em somente retratar a realidade, e não apenas agradar o público com um final feliz. Não esperem por isso nesta obra cinematográfica. E talvez por isso mesmo, que “Ladrões de Bicicleta” seja um filme tão especial e comovente.

Há também uma curiosidade. Os filmes neo-realista não contavam com grandes recursos financeiros, então, a sua mão-de-obra era em sua maioria amadora. No caso de “Ladrões de Bicicleta”, seus atores eram amadores. Outra curiosidade é que o filme não contou com estúdios, pois estes estavam todos ocupados pelos desabrigados da guerra, o que fez o filme ser produzido diretamente nas ruas. E tudo isso aumenta ainda mais os méritos de Vittorio De Sica, que apesar de tudo, fez uma obra-prima e conseguiu expelir os sentimentos dos atores na representação de seus personagens.

Vale à pena. Mas por ser um filme tão antigo, dificilmente achará em locadoras tipo Block Buster. Será preciso procurar numa locadora que seja um verdadeiro acervo cinematográfico. Mas para um cinéfilo, esta obra de arte vale tal busca.

Observação: O Trailer de Ladrões de Bicicleta pode ser visto através do Youtube (http://www.youtube.com/watch?v=BVB0IMcAG4k) ou no blog Planeta Cinematográfico (http://planetacinematografico.wordpress.com/).