McCain e Obama no primeiro debate presidencial

27 09 2008

Na Universidade de Mississippi, os dois candidatos à presidência dos Estados Unidos, John McCain e Barak Obama ficaram frente a frente no primeiro debate presidencial em 2008. Após suspense sobre a aparição do candidato republicano ao debate, por causa da crise econômica que os Estados Unidos estão vivendo, McCain confirmou, minutos antes, a sua presença. E com os dois no local do debate, foram abordados, como era de se esperar, a crise econômica norte-americana e a política externa.

Ambos se mostraram favoráveis ao pacote de US$ 700 bilhões, mas Obama disse que deseja que esse dinheiro não vá para contas de diretores de banco. Ainda disse que essa crise, que segundo julga, a pior crise econômica desde 1929, que o resultado desta é a política fracassada de oito anos de George Walker Bush. Já McCain se limitou a dizer que está feliz com a união dos Democratas e Republicanos para combaterem essa crise.

A política externa também foi o grande foco dos debate. Para McCain, a Guerra do Iraque vem sendo bem sucedida e que a vitória está próxima. Por sua vez, Obama disse que a Al Quaeda está mais forte do que em 2001 e que a invasão do Iraque foi numa hora errada, quando a do Afeganistão se caminhava no momento certo. O democrata defende mais envio de tropas para o território afegão e defende uma ação mais incisiva no norte do Paquistão, onde estariam os terroristas procurados, entre eles, Osama Bin Laden. Ainda disse que essa guerra deveria ser rápida e vitoriosa, no ponto de vista dos republicanos, o que ainda não ocorreu.

O Irã também foi foco. Os dois candidatos se mostraram preocupados com as decisões tomadas por Mahmoud Ahmadinejad sobre o desenvolvimento de energia nuclear. McCain disse que o mundo não pode aceitar que o Irã tenha armas nucleares e defendeu sanções econômicas ao país. Já Obama concordou com McCain, mas afirmou que a Guerra do Iraque fortaleceu o vizinho Irã.

A Rússia também foi abordada, por causa de sua invasão na Geórgia. Segundo Obama, as relações com os russos devem ser revistas, enquanto para McCain relacionou o conflito a uma questão energética. Para ambos, não há uma iminência de uma nova Guerra Fria.

Após o término do debate, houve uma pesquisa, elaborada pela CSB, sobre o vencedor desse primeiro debate presidencial, segundo 500 eleitores indecisos. Para 40%, Obama foi o vencedor do primeiro debate, enquanto 22% acham que McCain foi melhor. Apenas 8% consideraram empate.

 





Marta tende a se fortalecer ainda mais

27 09 2008

Está lançada a guerra entre Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab, pela corrita à Prefeitura de São Paulo. O tucano faz uma campanha de maior agressividade ao candidato do DEM, associando o próprio aos nomes de Paulo Maluf e Celso Pitta. Diz também que o atual prefeito não investiu como deveria em questões sociais de São Paulo, como a educação e a saúde.

Mas é inevitável constatar as contradições de Alckmin aos ataques deferidos à sua nova ameaça na corrida para o segundo turno. Ao atacar Kassab, de uma certa forma, Alckmin ataca Serra, prefeito de São Paulo, até as eleições de 2006, que deram ao então prefeito, a condição de Governador do Estado de São Paulo. Serra e Kassab andaram juntos nos últimos quatro anos na capital paulistana, sem nenhum confronto de ambas as partes, pelo contrário, ambos foram favoráveis às políticas feitas, por um, ou por outro. Além disso, a postura de Alckmin deflagra um racha no PSDB, entre a ala do candidato tucano e a ala do candidato do DEM. E tal postura ofensiva pode se tornar um jogo perigoso, como por exemplo, Alckmin dizer que a saúde de São Paulo não avançou como deveria no tempo em que Kassab estava no poder, sendo que o secretário da saúde de São Paulo é tucano.

Já Kassab segue a linha de trégua, defendida por Fernando Henrique Cardoso, que por sua vez, afirma que esses ataques devem parar, porque quem deve ser o alvo dos dois é Marta Suplicy. Já a petista segue a linha “deixem os dois se matarem” e assiste à guerra de camarote. E essa é a grande chance de crescer nas pesquisas. Enquanto parte do PSDB e DEM entram em guerra, Marta pode se focar mais nas questões sociais de São Paulo.

Isso lembra um pouco as eleições de 2002, para o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, claro, com algumas diferenças. Enquanto Tarso Genro e Antônio Britto se atacavam impiedosamente nas propagandas políticas, um não muito conhecido Germano Rigotto cresceu e foi ao segundo turno, superando Tarso Genro na corrida pelo Palácio do Piratini. Talvez esse seja o medo de FHC, nas eleições de São Paulo.

O certo é que esse é mais um capítulo contraditório da política. Hoje, Alckmin ataca Kassab, chamado o inclusive, de oportunista, mas caso veja o rival ir para o segundo turno contra Marta Suplicy, a postura será diferente e o apoio será irrefutável, o mesmo será se for o contrário.








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